terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Tomboy

Depois de assistir a um drama bem dramado de Almodóvar ( Que he hecho yo para merecer esto?) me aventurei no francês  Tomboy (2011), algo como Maria-João.
Simples. Lindo. Sensível.
Incrível como a diretora, Céline Sciamma, registrou com tanta espontaneidade as brincadeiras das crianças. Estavam todos os elementos da infância. Por um momento pensei que os primeiros anos de vida são os mais sinceros que se pode viver. Bora falar do filme.


 Laurie é uma menina de 10 anos que se muda com seus pais e irmã para um nova vizinhança. Tudo é novo: ela se descobre fazendo de menino. As crianças da vizinhança a conhecem como Michael. Cabelos curtos, shorts, muito azul em tudo e uma total cumplicidade com sua irmã mais nova. Os pais? Jovens e amorosos. As cenas entre a família eram as mais...
Linda demais para um menino, Laurie/ Michael conquista Lisa, sua vizinha. E o final? É quando Laurie assume ser Laurie em corpo de menina, algo como a final do A pele que habito, em que Vicente se diz Vicente, em corpo de mulher.
Ah! Valeu lembrar que a diretora filmou com uma Canon 7D e isso foi uma escolha estética e não uma limitação material. Isso é animador!
Voltamos com mais cinema.
Besos.