segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tenha mais respeito com o Brazuca.

Eu disse que o cinema  brasileiro daria o ar da graça aqui, não é mesmo meus lindos leitores?
E eis que hoje surgem os danados!
O cinema brasileiro tem uma longa história a la gato&rato com o cinema...digamos, do mundo. Mas pra não ficar um post chato com descrições homérica bem do tipo Teoria de Tudo, prefiro fazer o mesmo esquema de sempre: imagem e observações pessoais.

Bora então pra

Baixio das Bestas.


Você olha esta imagem acima e já pensa: 'afff....filme brasileiro só tem meretrizaria'. Veja bem, é que o cinema brasileiro e seus diretores prezam pela representação da mais pura realidade, como se fosse uma denúncia social. Mas atenção!! Não são todos. Baixio das bestas é um filme estático para nos mostrar a monotonia da vida de uma vila interiorana da Zona da Mata, e forte para o bastante para te balançar.

Próximo, por favor! 

O ano em que meus pais saíram de férias.

Fofo até dizer chega. Neste filme você vira uma criança, principalmente se você teve sua infância nos anos 70, mas sobretudo porque a câmera é Mauro (de 9 anos) e os seus olhos são a câmera! Olha que lindo o cinema é!
O futebol rola solto durante todo o filme. E a fotografia tem um 'quê' de filme europeu. Pode ser uma filme que conta sobre uma realidade social e política, por relata a ditadura, e  por isso é um filme-denúncia. Concordam?

Mais um, vamos lá!

A erva do rato

Filme dirigido por Júlio Bressane, vindo direto do Cinema Marginal Brasileiro, para vocês, leitores do Em ideias!
Monocromático em tudo. Mudo por completo e fiel ao "imagem em movimento = cinema". Muito mais do que som, são as imagens, os gestos e intenções. Dois personagens 'Zé ninguém", com destinos cruzados e continuados. Atmosfera empesteada de rato, ratoeiras e queijos. Tudo de erótico e nada de verdade. Sexualidade explícita, mas distante. Se você achou esta definição estranha, espere então pra ver o filme. E aí voltarás aqui pra reler este comentário.
Esta película é um brazuca beeeem diferenciado e mais diferente ainda do higienópolis hood. Sem nenhuma referência à realidade brasileira ( a não ser pelos livros lidos pelos personagens).

 Muito  obrigada pela presença de todos vocês neste território nacional.
 Até breve.

Pripomm.