domingo, 22 de novembro de 2009

Os uivos em meus sentimentos. (Com morro e ventos uivantes)


Isso mesmo, caro leitor, ao folhear os canais da televisão uma imagem me uivou em sentimentos. Uma moçinha com um sorriso coringa, vestida de cores berrantes, porém, combinandinhas em trajes medievais. Um moço de cabelos esparramados pelo vento uivador segurando um cavalo branco.

Este meio de filme, um começo para mim, mostrava os dois... dois em momento de expectativas: "vai, beijem-se!!!". É muito pouco! Há algo de posse, o desejo que mais se salienta.

Mas que amor é esse? Queridos leitores, ainda preciso entender as inteções de cada um deles, e isso apenas o livro me daria. A única coisa de que receio é de ser um romance romântico, o que quer dizer, fora da realidade. Na verdade, pode até ser fora da realidade, mas da minha real vida não.

Ora, se me despertou interesse...quem sabe seja algo que eu queira viver. Sabem que assuntos medievais me interessam quando se trata de castelos e mistérios, junte-se a isso os mais empolgantes homens selvagens, que agem por seus instintos. E obviamente, as mais belas moças, com vestido vivos e marcantes... Acho que foi isso que não me fez fugir para o canal da concorrência.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Advertências para netos ouvintes.

No prosar dos meus tios-avós,
" Começa pela bordinhha que está mais frio.Filhaaa, assim você queima a boca!"

minha vó era linda quando jovem,

"Cuidado com as plantas da vó!"
e era desejada pelos moços de Garça.

"Saiam do sereno, vai gente!"
Andava sempre arrumada, com cabelo feito

"Tá faltando sal. Não ficou como eu queria!"
e com vestidos acinturados,

" Luciaaaaaanôôôô...."

bem costurados.

" Ai que coisa linda da vó!"
Ah! Diziam os antigos que

" Tá....segura pra vó."
ela foi radialista da rádio da cidade.

" Olha. A vó não comprou nada de presente pra vocês, mas abre aquele armário e peguem uma caixa de chocolate pras meninas e outra pra vocês."
Conheceu meu avó numa loja na Rua São Bento. Casaram-se no bairro São Bento. Bento casamento, que durou a eternidade do tempo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sincero. Parte 3


Mesmo assim, sentia uma empolgação quando os via amontoados numa minúscula mesa a prosar sobre um gato preto numa sala escura e sendo que esse gato, talvez, não existisse. De propósito se demorava no armarinho de louças próximo à mesa dos lunáticos, apenas para escutar fragmentos dos diálogos. E se contentava em meditar o que apreendia das palavras soltas no ar. Gostava de sua vida, mas se perguntava se um dia seria o que queria ser. O que ele queria ser? Não sabia ao certo, só que ainda não tinha alcançado seu propósito de ser. Na verdade não tinha muitas aspirações. Gostava de ser garçom, gostava de servir...Aahhh...Servir! Este ato o fazia pleno. Servir... Não tinha dores de cabeça com cargos superiores. Quando lhe ocorria este tipo de pensamento seu poeta lhe falava: Navegar é preciso. Viver não é preciso.-“Realmente!!!”- desabafava.

Sincero. Parte 2

Uma vez, surpreendeu-me ao atender uma mesa com três loiros importados. Num bom inglês ele brincava de trazer toda a loja para degustarem, arriscava-se a explicar o cardápio de folhas recicladas. E num certo momento, com uma delicadeza feminina, faz uma mistura de pinga mais pinga do Café num copo com gelo e limão. Toda a atenção dos biondos se volta a este curioso capricho de nosso, agora, barman. Nunca precisou, ou talvez nunca tenha tentado, marcar relacionamento mais íntimo, digo mais humano, que meramente profissional com aquele tom sério de um serviçal com seus clientes. E assim, reagia com um receio à espontaneidade de uns estudantes do largo dos monges. Não sabia se era uma demonstração de respeito por ele ou se eram despreocupados com boas regras morais.

Sincero. Parte 1


Aquela mesma sensação de satisfação inexplicável me ocorreu naquela manhã. Era uma figura antiga vestida dos anos 30, com peculiaridades do mundo moderno. A vejo como um homem de estatura média e um físico de se esperar: com um leve arredondamento na região abdominal e um rápido afinamento nas pernas. Os cabelos? Um tanto espetados e com um bom corte. Os olhos eram o diferencial do padrão de rostos quadrados; mostravam certo cansaço da vida dos cafezinhos por meio de uma olheira. Numa eterna posição em pé, corretamente ereta e segurando seu instrumento de labor, uma bandeja.
Ficava a esperar os requintados clientes para o coffee break matinal no ponto mais fino no largo dos monges. Por isso, os freqüentadores eram de uma elegância crítica de classe média (alta). Precisava de um rigor somado ao formalismo para servi-los. Por este motivo, sabia o bom protocolo de um considerável serviço que um refinado garçom precisava oferecer.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

YOU!



Comprei um cd...ocasião especial, assim como quando vou à manicure...
whatever... comprei um cd...^^ da Ana Cañas, simplesmente por ter ouvido falar e mais simplesmente por querer saber como é a pronúncia de seu nome. Depois de tanto pesquisar, minha tia Beth me confirmou o 'n' com 'tio' em cima sendo um som nasal.
Ela dever ser descendente de espanhol.
Meu Deus! Que decepção de cd. ..as suas imagens me venderam algo tão de selvagem , de agitado. Imaginei o tempo que passaria sozinha em meu quarto com clima de super trailer de filme bom...e bem no fundo as músicas da bendita Ana.
Resolvi deixá-lo de lado e esquecer que tinha errado na escolha do CD do mês, pior que comprar livro errado...que raivinha besta.
Porém, as músicas não tinham me deixado de lado. Em alguns momentos as melodias apareciam espontaneamente e eu logo as balbuciava...Amor e ódio? Tive, por assim dizer, um segundo encontro com estas músicas, a primeira impressão agora inexistia. Apenas um profundo conhecimento das peculiaridades de cada uma. E o que acontece quando as sei? Um carinho enorme nasce . Que exagero....não foi nada disso. Gostei de gastar palavras. Algúem entendeu o que eu escrevi. Ou já sentiu o que eu descrevi?
Ah,o nome do cd é Amor e Caos.




quarta-feira, 17 de junho de 2009

Biquinhos numa noite de Quinta Feira.




Obrigada, Aninha, pela carona e.... Fê , boa viagem!

Puxa vida! Estou na Paulista prestes a me enfiar debaixo da terra? O que eu tô fazendo?Priscila.....não. Aproveita que está cedo e vai pra casa! Pode até chegar na hora da janta!!!E se eu procurasse algo cultural para fazer? Que vontade de andar. Mas será que não tem nenhuma das minhas que queira vaguear comigo?
Não inventa?
Alô...que pena! Tudo bem. Fica pra próxima.
Que interessante! Um programa comigo mesma. ^^
( medo....isso sim.)
Ahhhhh...Gazeta...lá sim. Uau. Um filme francês. Que tal?
Nem vai dar certo!
Que horas será a sessão? 19:30...huumm...que horas são? 19:29
o.O
Ainda tem pra este daqui? Então me vê uma meia.
Que sonho! Finalmente vendo um filme no cinema. Regalias de final de semestre.
[Quantas sensações. Que vontade de entender moda e me aventurar em trajes ousados.
Ela, menina de rosto puro. Tenho certeza de que sua mente metralhava mil pensamentos sobre as situações.
Eram de uma inquietude seus olhares...seu idioma susurrado e de biquinhos eram próprios de uma meninice prestes a uma adolescência fluorescente. ]
Je me apelle Stella!
Quem me dera sempre fazer isso.
Está certo. Me rendo. Também gostei...=/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Futuro-mais-que-perfeito


Todas as manhãs
fazer de me-alegro
aquilo que sempre fantasiei,
soube nunca que mas
saber o que seria.
.
.
.
Entregando o ouro: leia respeitando os movimentos de seus olhos.

domingo, 24 de maio de 2009

Errata do que inexisitiu

Pois é....
se você veio qui em busca da continuação do post do outro blog:
http://www.vpmt.blogspot.com/

Saiba que...(como explicar isso) por um erro de ctrl C e ctrl V perdi o resto....

Você deve estar se perguntando: Porque então ela não tentar reescrever?
Eu te respondo: não é a mesma coisa...pois é

pois é...
É isso aí...

=S

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Esconde do pega.


Hoje o carinha da paçoca foi pego. Só avistei uma policial do rapa (com cara de "sou mais macho que muito homem") metendo saco abaixo uns pacotinhos amarelos que mais pareciam droga.
Deve se um despespero mutal ver sua subsistência des-exisitir; impossível protestá-la. Acho um barato a rapidez com que os ambulantes se dissolvem no meio da multidão; simplesmente o ambiente sofre uma mutação.
Do nada aparecem pessoas vagando com cara de "novos baianos", apenas com uma sacolinha plástica, um pouco supeita.
"Comprei lá na loja"- dizem teatralmente.
Mas estão muito bem ajustados, já sacaram todo o esquema de comerciência.

" Vou acabar com a tua ***** aí!- grita um policial ao ambulante das guloseimas.

Termino minha jornada central descendo a escada rolante junto a este ambulativo fugitivo, deu-me até a sensação de que o contexto comercial tinha acabado e que podeia pegar um bombonzinho. Mas não se pode brincar em serviço.